Caminhoneiros articulam greve nacional e pressionam governo por medidas contra alta do diesel
Caminhoneiros articulam greve nacional e pressionam governo por medidas contra alta do diesel
Uma possível paralisação nacional de caminhoneiros começa a ganhar força em todo o país, com indicativo de início para o dia 19 de março de 2026. A mobilização é liderada por caminhoneiros autônomos e entidades representativas da categoria, como a Abrava, e tem como principal motivação o recente aumento no preço do diesel.
O reajuste, anunciado pela Petrobras, elevou o valor do combustível em R$ 0,38 por litro, gerando forte reação entre os profissionais do transporte rodoviário. Segundo lideranças do setor, a alta teria praticamente anulado medidas anteriores de desoneração, como a isenção de PIS/Cofins, impactando diretamente os custos operacionais da categoria.
Entre as principais reivindicações dos caminhoneiros estão o cumprimento efetivo da tabela de frete mínimo, a isenção de pedágio para veículos sem carga e a criação de mecanismos que garantam maior previsibilidade no preço dos combustíveis — fator considerado essencial para a sustentabilidade da atividade.
Uma das vozes mais ativas na articulação do movimento é o líder da Abrava, Wallace Landim, conhecido como “Chorão”. Ele tem alertado para a possibilidade de uma paralisação de grandes proporções caso não haja avanço nas negociações com o governo federal.
Nos bastidores de Brasília, o cenário já acende o sinal de alerta. A Casa Civil acompanha de perto a movimentação, buscando alternativas para evitar um novo episódio de desabastecimento, como o registrado em greves anteriores da categoria.
Apesar do avanço das articulações, o movimento ainda enfrenta divergências internas. Há relatos de divisão entre caminhoneiros e lideranças sobre a adesão e a dimensão da possível paralisação, o que pode influenciar diretamente o alcance e os impactos da greve.
Caso se concretize, a mobilização pode afetar significativamente a logística e o abastecimento em diversas regiões do país, reacendendo preocupações no setor produtivo e entre consumidores.
Matéria/Edição: Alan Costa ( Jornalista )
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