Venezuela vive maior desastre sísmico em mais de um século: terremotos deixam mortos, feridos e cidades destruídas

Terremotos históricos atingem a Venezuela e deixam mais de 160 mortos

Venezuela vive maior desastre sísmico em mais de um século: terremotos deixam mortos, feridos e cidades destruídas
Arte: Alan Costa

A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente após ser atingida por dois fortes terremotos consecutivos, de magnitudes 7,2 e 7,5 na escala Richter. Os abalos foram classificados como os mais intensos registrados no país desde o ano de 1900, provocando destruição em larga escala, dezenas de desabamentos e uma grave crise humanitária.


Embora a estrutura nacional permaneça funcionando, os danos concentrados principalmente na capital Caracas e em regiões litorâneas causaram enorme impacto à população. O balanço oficial divulgado pelo governo venezuelano aponta pelo menos 1.943 mortes e cerca de 10.571 pessoas feridas.


Capital e litoral concentram devastação


As áreas mais afetadas incluem os bairros de Altamira e Los Palos Grandes, em Caracas, além das cidades de Catia La Mar e Macuto, localizadas no estado de La Guaira. Equipes de resgate trabalham ininterruptamente na busca por sobreviventes entre os escombros.


Entre os casos mais graves registrados está o desabamento completo de um hotel de oito andares na região litorânea. Diversos edifícios residenciais de grande porte também vieram abaixo ou apresentaram sérios comprometimentos estruturais, levando à evacuação de centenas de famílias.


Aeroporto fechado e falhas nos serviços essenciais


Os tremores também afetaram importantes estruturas de transporte e comunicação. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, principal porta de entrada aérea do país, teve parte de sua cobertura destruída e suspendeu todas as operações por tempo indeterminado.


Grandes apagões foram registrados em diversas regiões, enquanto a interrupção das redes de internet e telefonia deixou comunidades isoladas. Como medida preventiva, autoridades desligaram temporariamente sistemas de gás e energia elétrica em áreas de risco para evitar incêndios e explosões.


Apesar da magnitude dos terremotos, o setor petrolífero venezuelano não registrou danos imediatos. Instalações estratégicas, como o polo petrolífero do Lago Maracaibo e a refinaria El Palito, seguem operando normalmente.


Estado de emergência e ajuda internacional


Diante da gravidade da situação, o governo venezuelano decretou estado de emergência nacional, suspendendo aulas e serviços considerados não essenciais. Também foi criado um fundo emergencial inicial de US$ 200 milhões destinado à reconstrução de hospitais, escolas e moradias destruídas.


A resposta internacional foi imediata. Agências humanitárias ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU) foram mobilizadas, enquanto países como Brasil e Estados Unidos enviaram equipes especializadas de busca, resgate e apoio médico para auxiliar as vítimas.


Tremores foram sentidos no Brasil


Devido à elevada intensidade e à baixa profundidade dos terremotos, estimada em aproximadamente 13 quilômetros, reflexos dos abalos foram percebidos em estados do Norte do Brasil, especialmente em Roraima, Amazonas e Amapá. Apesar dos relatos, não houve registro de danos ou vítimas em território brasileiro.


As próximas horas serão decisivas para as operações de resgate, que continuam em busca de desaparecidos. Autoridades locais alertam para o risco de novos tremores secundários e recomendam que a população permaneça atenta às orientações da Defesa Civil.


A tragédia já entra para a história como um dos eventos sísmicos mais devastadores já registrados na Venezuela, deixando um rastro de destruição e um grande desafio de reconstrução para o país.


Matéria/Edição: Alan Costa ( jonalista)


Matéria/Edição: Alan Costa  (Jornalista)

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